a A
RELATÓRIO DE
ATIVIDADES 2017
RELATÓRIOS
ANTERIORES
RELATÓRIOS
ANTERIORES
2016 2015
RELATÓRIO DE ATIVIDADES 2017

 

MENSAGEM DA DIRETORIA

O ano de 2017 foi repleto de desafios. Em março, teve início o equacionamento do déficit referente ao exercício de 2015 e, desde então, participantes e patrocinadores têm efetuado uma contribuição extraordinária.

No âmbito da gestão dos investimentos, obtivemos bons resultados, que levaram a FAPES a encerrar o ano com uma rentabilidade de 14,56%, contra uma meta atuarial de 9,18%.

Processos internos têm sido revisados com o objetivo de aumentar a eficiência das atividades da Fundação, de modo que as despesas sejam racionalizadas. Seguindo a meta proposta pelo Conselho Deliberativo em 2016, o alvo a ser perseguido é a redução de gastos equivalente a R$ 1bilhão em 25 anos.

Ao longo do ano, a FAPES precisou enfrentar questões jurídicas muito relevantes, como os questionamentos do TCU sobre os contratos celebrados com o BNDES em 2002 e 2004 e, também, em relação à determinação de que os aportes de 2009 e 2010 sejam devolvidos para o patrocinador. A Fundação moveu ação de execução contra o BNDES para que os contratos voltem a ser pagos e um mandado de segurança no STF contra a decisão de suspensão do TCU.

No âmbito da Previdência, merece destaque a aprovação do Conselho Deliberativo da FAPES em relação às alterações do Regulamento do Plano Básico de Benefícios – RPBB, com o principal propósito de fechá-lo a novas adesões, conforme decisão do patrocinador. Isso significa que após aprovação dos órgãos reguladores o plano continuará operante, mas não haverá o ingresso de novos participantes.

Outro destaque foi a atualização do perfil familiar dos participantes, permitindo a projeção dos gastos futuros do PBB com o pagamento de pensões. Através dos resultados de estudos iniciados em 2010, a definição da nova Família FAPES permitiu que passassem a vigorar os dados reais das famílias dos assistidos, que também serviram para projetar o perfil do grupo familiar dos ativos.

Além de focar na eficiência, as ações realizadas em 2017 também objetivaram a transparência. Nesse sentido, merecem destaque as apresentações que foram realizadas para os participantes dando ciência sobre o andamento de questões relacionadas ao PBB que são do interesse de todos.

Em 2018, esperamos diminuir o resultado deficitário do Plano, encaminhar as questões legais com o Patrocinador, aumentar a acessibilidade dos serviços da FAPES via celular, ampliar as linhas de empréstimo para o participante e trazer ganhos de eficiência para a FAPES.

Diretoria-Executiva da FAPES

 

SUMÁRIO EXECUTIVO

Esta é uma versão resumida do Relatório de Atividades 2017 da FAPES, onde estão apresentados o desempenho e as principais atividades relacionadas às Gestões da Previdência, do Passivo Atuarial, dos Investimentos, do Relacionamento com seus Participantes, da Saúde e das Despesas.

GESTÃO DA PREVIDÊNCIA

FAPES em números

Com patrimônio de R$ 11,2 bilhões até o fim de 2017, a FAPES ocupa o 12º lugar no ranking nacional das entidades fechadas de previdência complementar. O PBB tem 5.116 participantes e um índice de adesão de 97,42%.

Em 2017, foram desembolsados R$ 906,8 milhões para o pagamento de benefícios de previdência, dos quais R$ 101,8 milhões foram pagos com recursos do INSS e R$ 805 milhões pelo PBB.

Equacionamento de Déficit

Em março de 2017, foi dado início à cobrança das contribuições extraordinárias para o Equacionamento do Déficit apurado no exercício de 2015, de R$ 953,52 milhões. Os pagamentos têm previsão de ocorrerem até fevereiro de 2042.

Questões judiciais

Ao longo de 2017, a FAPES lidou com as seguintes questões judiciais:

  • Processos administrativos no TCU sobre a legalidade dos aportes feitos pelo BNDES nos anos de 2009 e 2010 e dos contratos de confissão de dívida de 2002 e 2004;
  • Ações judiciais movidas pela FAPES contra o sistema BNDES em razão da interrupção do fluxo de pagamentos dos contratos de confissão de dívida firmados em 2002 e 2004;
  • Ação de cobrança do aporte unilateral de valores devidos em razão de atos exclusivos do Patrocinador que teriam impactado o PBB;
  • Ação movida por 280 assistidos contra a FAPES com o intuito de suspender o plano de equacionamento iniciado em março de 2017.

GESTÃO DO PASSIVO ATUARIAL

Atualização da premissa Perfil Familiar na Avaliação Atuarial

Diante da desatualização da chamada Família Padrão FAPES, com a qual a Fundação projeta os gastos futuros do PBB para o pagamento de pensões, em 2017 foi formado um banco de dados fiel à realidade do Plano, o que permitiu definir um novo perfil familiar. Esta adequação aumentou as Provisões Matemáticas em R$ 601,9 milhões.

Resultado Atuarial

O resultado deficitário do PBB em 31 de dezembro de 2017 apontou a necessidade de um novo plano de equacionamento para 2018, cujo valor mínimo a ser equacionado é de R$ 202,3 milhões. Para a constituição desse déficit, teve grande contribuição a suspensão dos pagamentos relativos aos contratos de confissão de dívida celebrados pela FAPES com os Patrocinadores.

GESTÃO DE INVESTIMENTOS

Resultados da carteira de investimentos FAPES

A carteira de investimentos da Fundação é formada, principalmente, pelos segmentos de Renda Fixa e de Renda Variável, que representam 82,22% do total dos investimentos da FAPES. A rentabilidade da carteira foi 14,56% no ano, superando a meta atuarial de Reajuste Salarial + 5,72%, que fechou o ano em 9,18%.

GESTÃO DO RELACIONAMENTO

Melhorias no atendimento

A FAPES passou a oferecer Atendimento Agendado para tratar de temas específicos e o atendimento via telefone foi antecipado em uma hora, passando a funcionar das 9h às 17h.

Relacionamento com os participantes

Foi retomada a prática de realizaço de encontros com participantes para apresentar e esclarecer dúvidas sobre assuntos relacionados à gesto do PBB.

GESTÃO DA SAÚDE

Melhorias na Rede Credenciada

A rede credenciada do PAS foi ampliada com o credenciamento de novos profissionais e clínicas que oferecem atendimento de urgência pediátrica e odontológica, e também de profissionais especializados em arritmologia para prestaço de serviço cardiológico.

Prêmio de Qualificaço da Agência Nacional de Saúde Suplementar

A FAPES foi considerada uma das operadoras que oferecem os melhores serviços de plano de saúde do Brasil, se mantendo na faixa máxima do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS).

Melhorias no atendimento digital

Foi criada uma área exclusiva para dependentes do PAS no Portal FAPES, bem como foram efetuadas melhorias no serviço de solicitaço eletrônica de autorizações.

Saúde Ocupacional

Com o tema “Cuidando da sua coluna”, o exame periódico anual dos empregados atingiu 99,8% do público esperado. Outro destaque das ações preventivas de saúde foi a campanha de vacinaço contra a gripe, na qual foram aplicadas 5.405 doses da vacina.

GESTÃO DAS DESPESAS

As Despesas Administrativas totalizaram R$ 99,8 milhões, representando um decréscimo de 8,3% em relaço a 2016. Já as Despesas com a Administração dos Recursos foram equivalentes a 0,65% dos recursos garantidores totais da FAPES (ante 0,86% em 2016).

 

GESTÃO DA PREVIDÊNCIA

O PLANO BÁSICO DE BENEFÍCIOS

Com patrimônio de R$ 11,2 bilhões até o fim de 2017, a FAPES ocupa o 12º lugar no ranking nacional das entidades fechadas de previdência complementar. Por meio do Plano Básico de Benefícios - PBB, a Fundação oferece uma renda complementar vitalícia à Previdência Social para seus participantes e beneficiários assistidos.

O PBB é um plano da modalidade de Benefício Definido e uma de suas principais características é a solidariedade entre participantes e patrocinadores. Dessa forma, as contribuições são acumuladas em um fundo coletivo, mutualista, usado para pagar os benefícios individuais dos participantes quando eles reúnem todas as condições para se aposentar.

Com um índice de adesão de 97,42%, o PBB conta, atualmente, com 5.116 participantes. Ao longo de 2017, cinco novos empregados ingressaram no Plano, ao passo que 51 participantes se aposentaram.

Número de Participantes

PAGAMENTOS DE BENEFÍCIOS

Em 2017, foram desembolsados R$ 906,8 milhões para o pagamento de benefícios de previdência, dos quais R$ 101,8 milhões foram pagos com recursos do INSS e R$ 805 milhões pelo PBB.

RECEITAS X DESPESAS

No último ano, a FAPES registrou o recolhimento de R$ 383,5 milhões em receitas previdenciais. Por outro lado, as despesas previdenciárias totalizaram R$ 806,7 milhões. Estas despesas incluem os pagamentos de benefícios (R$ 805 milhões), os resgates (R$ 1,5 milhão) e as portabilidades (R$ 0,2 milhões).

Cabe lembrar que, na parte de receitas previdenciais, não está incluído o contrato de dívida do Patrocinador FAPES, cujos pagamentos em 2017 totalizaram R$ 11,3 milhões.

O quadro a seguir evidencia a característica de maturidade do Plano Básico de Benefícios, no qual o recolhimento das contribuições anuais é complementado por parte da receita de investimentos para a cobertura dos encargos previdenciais.

EQUACIONAMENTO EM VIGOR

Em março de 2017, foi dado início à cobrança das contribuições extraordinárias para o Equacionamento do Déficit apurado no exercício de 2015, de R$ 953,52 milhões. Os pagamentos têm previsão de ocorrerem até fevereiro de 2042, cabendo aos assistidos o pagamento de R$ 287,2 milhões e, aos ativos, o pagamento de R$ 189, 6 milhões.

EVOLUÇÃO DA MASSA

A massa destinatária do PBB sofreu um recuo em 2017, passando de 5.169 para 5.116 destinatários, como é possível verificar no quadro abaixo:

EVOLUÇÃO DA QUANTIDADE DE PARTICIPANTES ATIVOS

Até 2013, o número de participantes ativos do PBB cresceu consideravelmente. No entanto, desde 2014 os números mostram que tem havido queda. Em comparação com 2016, houve uma redução de 99 participantes ativos, como mostra o gráfico abaixo:

MAIS DEPENDENTES

Por outro lado, o número de inscritos como dependentes no Plano Básico de Benefício aumentou em 2017. Até o fim do ano, 7.509 pessoas estavam cadastradas na Fundação para o recebimento de benefícios previdenciários, enquanto no ano anterior totalizavam 7.273.

DISTRIBUIÇÃO DE ATIVOS E ASSISTIDOS POR FAIXA ETÁRIA

Ao considerarmos as faixas etárias de ativos, o maior número de participantes, 2.052 empregados, estava na faixa entre 35 e 54 anos. Na faixa etária entre 25 e 34 anos constavam 500 pessoas.

Na análise do grupo de assistidos, a maioria se encontrava na faixa de 65 a 74 anos, que concentra 868 pessoas. O segundo maior grupo reúne 525 assistidos com idades entre 55 e 64 anos. Pouco mais de uma centena têm mais de 85 anos.

QUESTÕES LEGAIS REFERENTES AO PLANO

A FAPES tem hoje inúmeras ações nas esferas administrativa e judicial sendo discutidas com o TCU e o BNDES:

  • Processo Administrativo no TCU
    Objeto: Discussão sobre a legalidade dos aportes feitos pelo BNDES nos valores de R$ 395 milhões, R$ 40 milhões e R$ 11 milhões nos anos de 2009 e 2010.
    Valor aproximado: R$ 1 bilhão
    Decisão TCU: BNDES deverá apresentar até junho de 2018 plano de ação para devolução dos recursos

  • Processo Administrativo no TCU
    Objeto: Discussão sobre a legalidade dos contratos de confissão de dívida celebrados entre FAPES e BNDES nos anos de 2002 e 2004.
    Valor aproximado: R$ 2,7 bilhões
    Decisão TCU: suspensão do fluxo de pagamentos (R$ 850 milhões)

  • Mandado de Segurança no STF
    Objeto: Mandado de Segurança contra a decisão do TCU que suspendeu o fluxo de pagamento decorrente dos contratos de confissão de dívida celebrados em 2002 e 2004 com o BNDES.
    Valor aproximado: R$ 850 milhões
    Decisão monocrática desfavorável

  • Ações de Execução
    Objeto: São seis ações judiciais movidas pela FAPES contra o sistema BNDES em razão da interrupção do fluxo de pagamentos dos contratos de confissão de dívida firmados em 2002 e 2004.
    Valor aproximado: R$ 2,7 bilhões

  • Ação contra o Plano de Equacionamento
    Objeto: Ação movida por 280 assistidos contra a FAPES com o intuito de suspender o plano de equacionamento iniciado em março de 2017 no valor de R$ 953 milhões.
    Valor aproximado: R$ 953 milhões
    Decisão TRF: Negada liminar

  • Ação de Cobrança
    Objeto: Ação de cobrança movida pela FAPES contra o BNDES cobrando o aporte unilateral de valores devidos em razão de atos exclusivos do Patrocinador que teriam impactado o Plano Básico de Benefícios.
    Valor aproximado: R$ 5,2 bilhões

 

GESTÃO DO PASSIVO ATUARIAL

COMPROMISSO COM O FUTURO DO PLANO

O Plano Básico de Benefícios - PBB é, atualmente, um plano maduro, ou seja, o fluxo de pagamentos é maior do que as receitas. Isso exige que a gestão dos ativos do Plano tenha em vista os compromissos atuariais assumidos porque o resultado dos investimentos terá um peso maior que o das contribuições na geração dos recursos que serão usados para pagar os benefícios.

Para pagar esses benefícios, a Fundação precisa saber qual o valor exato de que necessita dispor hoje para gerar recursos que cubram todos os compromissos presentes e futuros. Esse valor corresponde ao Passivo Atuarial, também chamado de Provisões Matemáticas.

Para calcular o Passivo Atuarial, é preciso trazer para valor presente todos os benefícios que serão pagos aos atuais assistidos, aos participantes ativos, quando se aposentarem, e aos seus dependentes. Com isso, enxergamos o montante que será necessário investir hoje para conseguir rentabilidade suficiente para cobrir todos os compromissos.

Os recursos que vão cobrir esses compromissos vêm de três fontes: o patrimônio do Plano, o retorno dos investimentos realizados e as contribuições dos participantes e dos patrocinadores.

AVALIAÇÃO ATUARIAL

Anualmente, todos esses valores são recalculados. As contas são feitas com base em premissas estabelecidas pelos patrocinadores, pela Fundação e por estudos estatísticos e atuariais. Essas projeções consideram fatores como o perfil etário e salarial da população vinculado ao Plano Básico de Benefícios e sua evolução esperada ao longo do tempo. Parâmetros econômico-financeiros – como inflação e taxa de juros anuais – também entram no cálculo, assim como a expectativa de ocorrências de morte, invalidez ou doença.

Uma dessas premissas é o Perfil Familiar dos participantes. A combinação de informações como idade, sexo, expectativa de vida, se é casado ou não, e a quantidade de filhos, entre outras, cria um perfil de grupo familiar dentro do universo de participantes, a chamada Família Padrão FAPES. Com ela, a Fundação projeta os gastos futuros do PBB com o pagamento de pensões.

Essa premissa, no entanto, estava desatualizada e, por esse motivo, a FAPES passou a realizar o Recadastramento Anual da Previdência a partir de 2010. Hipóteses inconsistentes com os dados dos participantes resultavam em distorções nos cálculos do Passivo Atuarial. Isso acontecia, entre outros fatores, porque o perfil familiar tinha sido elaborado quando a expectativa de vida era menor e as pensões eram pagas por menos tempo.

Assim, em 2017, após o levantamento das informações, foi formado um banco de dados fiel à realidade do Plano, o que permitiu definir uma nova Família FAPES. A projeção da família dos funcionários ativos passou a ter como referência os dados coletados dos assistidos que, por sua vez, passaram a ter os seus dados reais usados na premissa. Esta alteração aumentou em R$ 601,9 milhões as Provisões Matemáticas da FAPES.

Novo perfil - Após o levantamento, chegou-se ao seguinte perfil do PBB: 80% dos participantes hoje na ativa estarão casados ao atingir a idade de aposentadoria. Os homens terão cônjuges cinco anos mais novas e as participantes mulheres terão a mesma idade de seus companheiros.

Para o dimensionamento dos valores do passivo de 2017, foram consideradas as seguintes premissas para os parâmetros técnico-atuariais, sendo que os dados na cor azul foram alterados em relação a 2016:

As premissas utilizadas para fazer a Avaliação Atuarial e projetar os benefícios futuros se dividem em Econômico-Financeiras e em Biométricas e Demográficas. Entenda melhor o que cada uma delas mede e qual a sua importância na formação do passivo do plano.

Econômico-Financeiras:

  • Taxa Real Anual de Juros: é utilizada como taxa de desconto para trazer ao valor de hoje os compromissos líquidos do PBB com seus participantes e dependentes. Além disso, serve para estabelecer a meta para o retorno dos investimentos do patrimônio, em conjunto com o Índice do Plano.
  • Crescimento Real dos Salários: demonstra a evolução real média anual do salário do participante ao longo da carreira acima do Indexador do Plano.
  • Crescimento Real dos Benefícios: é a evolução real média anual dos benefícios após a concessão acima do Indexador do Plano.
  • Inflação a Longo Prazo: baseado nessa premissa se estabelece o fator de capacidade, que reflete a perda inflacionária média dos benefícios e dos salários, que ocorre entre a realização dos seus reajustes.

Biométricas e Demográficas:

  • Tábuas de Mortalidade Geral: estabelecem a probabilidade de morte, bem como a expectativa de vida da população. É aplicada à população válida.
  • Tábua de Mortalidade em Invalidez: é aplicada às populações de aposentados decorrentes de invalidez e de participantes em auxílio-doença há mais de dois anos.
  • Tábua de Entrada em Invalidez: estabelece a probabilidade de um participante se invalidar, dando início ao recebimento de aposentadoria por invalidez.
  • Tábua de Morbidez: determina a probabilidade de um participante entrar em auxílio-doença e o tempo de permanência neste benefício.
  • Rotatividade: reflete a expectativa de desligamentos de participantes do Plano e do seu Patrocinador.
  • Encargo Médio de Pensão: é estabelecido pelas características dos futuros pensionistas em caso de falecimento do participante. Agora são usados dados da Família Real para os assistidos e os da Família Padrão para os ativos.

RESERVAS MATEMÁTICAS

Para ilustrar a evolução das Reservas Matemáticas ao longo de 2017, apresentamos a tabela a seguir. É possível verificar que os dados já contemplam as alterações nas premissas relativas à Família Padrão e à Família Real.

RESULTADO ATUARIAL

Mesmo com a melhoria do cenário econômico e o trabalho intenso da Fundação para cumprir as regras do setor e sanar o déficit existente, o PBB registrou um novo déficit em 31 de dezembro de 2017. Desta vez, o total foi R$ 2,3 bilhões, o que representa 17,04% das Provisões Matemáticas. Para a constituição desse déficit, além da Família Padrão, teve grande contribuição a suspensão dos pagamentos relativos aos contratos de confissão de dívidas celebradas pela FAPES, em 2002 e 2004, com os Patrocinadores BNDES, BNDESPAR e FINAME, conforme determinado pelo Tribunal de Contas da União – TCU.

Esse déficit, no entanto, é ajustado para efeito de cálculo dos valores a serem equacionados, de acordo com a Resolução CNPC nº16/2014, que estabeleceu regras para o ajuste de preço dos títulos públicos “marcados na curva”. Ou seja, daqueles que serão mantidos na carteira do Plano até a sua data de vencimento. Esse tipo de papel apresenta normalmente uma diferença entre o valor que será pago no vencimento e seu preço de mercado diário. Para a FAPES, isso proporcionou o acréscimo de R$ 339 milhões ao equilíbrio técnico do Plano em 2017 e, com isso, o déficit atingiu R$ 1,96 bilhão ou 14,53% das Provisões Matemáticas no mês.

Com esse resultado, verificou-se a necessidade de um novo plano de equacionamento para 2018. De acordo com a Resolução do CNPC nº22, um Plano de Benefícios deve passar por equacionamento quando a parcela de déficit for superior ao limite calculado pela seguinte fórmula:

O limite do déficit da FAPES para 2017, previsto na legislação, é de R$ 1,758 bilhão. O déficit ajustado, no entanto, alcançou a marca de R$ 1,960 bilhão depois do ajuste, em dezembro de 2017. Com isso, o valor mínimo a ser equacionado em 2018 é de R$ 202,3 milhões. O prazo máximo para pagamento é de até 25 anos, conforme determina a legislação. O Plano de Equacionamento de Déficit definindo o valor, a forma e o prazo para o equacionamento deverá ser aprovado pelo Conselho Deliberativo até o final do exercício de 2018 e a sua aplicação deverá iniciar em, no máximo, dois meses após a sua aprovação.

 

GESTÃO DE INVESTIMENTOS

O principal objetivo da gestão de um fundo de pensão é assegurar a solvência de longo prazo, ou seja, fazer com que o ativo seja igual ou superior ao passivo do plano de benefícios, garantindo o fluxo de pagamentos das obrigações previdenciárias. No caso específico do Plano Básico de Benefícios – PBB administrado pela FAPES, busca-se superar a meta atuarial no longo prazo, que é definida como índice de reajuste salarial + taxa de juros atuarial de 5,72% ao ano.

Até o mês de outubro de 2017, segundo dados da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar), o déficit acumulado das fundações somava R$ 66,6 bilhões, número menor do que o apresentado em dezembro do ano anterior: R$ 71,7 bilhões. A soma dos superávits cresceu, passando de R$ 18,2 bilhões para R$ 23,4 bilhões no mesmo período.

UM ANO DE RECUPERAÇÃO E ESTABILIZAÇÃO

Depois de um período longo de recessão, a economia apresentou sinais de recuperação cíclica, apesar da incerteza política. A volta do crescimento, ainda que tímido, a queda da taxa de inflação e a possibilidade de que algumas reformas consideradas estruturais sejam aprovadas pelo Congresso Nacional provocaram uma valorização nos ativos brasileiros

CARTEIRA DE INVESTIMENTOS DA FAPES

A carteira de investimentos da Fundação é formada, principalmente, pelos segmentos de Renda Fixa e de Renda Variável, que, juntos, representam 82,22% do total dos investimentos da FAPES. A rentabilidade da carteira foi 14,56% no ano, próximo do seu benchmark, cuja variação foi 14,89% e bastante superior à meta atuarial de Reajuste Salarial + 5,72%, que fechou o ano em 9,18%.

RENDA FIXA

Segmento com maior participação na carteira de investimentos da FAPES (64,13%), a Renda Fixa tem uma composição variada: títulos públicos indexados à inflação marcados na curva (44,64% do segmento), títulos públicos indexados à inflação marcados a mercado (23,94%) e créditos privados (10,13%), além do caixa/títulos pós-fixados atrelados ao CDI (21, 29%). O segmento fechou o ano com rentabilidade de 10,66%, resultado superior à meta atuarial, que fechou o ano em 8,90%.

O fundo Albatroz, composto por títulos públicos indexados à inflação marcados a mercado, foi o principal destaque, com 12,68% de alta e rentabilidade correspondente a 127,71% do CDI. A segunda melhor performance foi a do fundo Águia, composto por títulos de crédito privado, com alta de 11,81% e rentabilidade de 119,01% do CDI.

RENDA VARIÁVEL

Em 2017, a Renda Variável trouxe bons resultados para a FAPES. O portfólio deste segmento obteve retorno expressivo, de 31,57%, desempenho superior ao do benchmark (Ibovespa), que registrou alta de 26,86% no ano.

O fundo de Renda Variável que apresentou o melhor resultado no período foi o Andorinha, gerido pela própria FAPES, que chegou a 37,20% de rentabilidade no ano.

INVESTIMENTOS ESTRUTURADOS

O segmento de Investimentos Estruturados da FAPES representa 6,49% dos investimentos da Fundação e é formado por fundos multimercado e de private equity, que representam 46,17% e 53,60% do segmento, respectivamente. Em 2017, a rentabilidade do segmento foi 18,31%, abaixo do seu benchmark, que teve o desempenho de 25,59%. O benchmark do segmento é composto por uma ponderação entre 110% do CDI – para os fundos multimercado - e Ibovespa + 7,15% - para os FIP.

IMÓVEIS

A carteira de imóveis da FAPES é composta por escritórios corporativos, galpões logísticos/industriais e shoppings centers. Representando 7,93% do total de investimentos da Fundação, esse segmento obteve no ano retorno de 13,72%, acima do benchmark para a classe (IPCA + 7,58%), cujo desempenho foi 10,84%.

OPERAÇÕES COM PARTICIPANTES

A carteira de empréstimos e financiamentos aos participantes obteve rentabilidade de 9,33% em 2017, índice abaixo do benchmark (IPCA + 7,24%), que rentabilizou 10,48%.1

1 A rentabilidade da carteira de empréstimos e financiamentos aos participantes foi apurada, em 2017, tomando-se como base a variação do INPC verificado em outubro por conta da defasagem de dois meses na disponibilidade dos dados. Ou seja, o INPC utilizado para se avaliar a performance da carteira em dezembro foi o INPC de outubro. Então, a diferença de performance entre a carteira e o benchmark se explica por: (i) diferença entre os índices de preços considerados: INPC para a carteira e IPCA para o benchmark e (ii) defasagem entre as datas de apuração.

O destaque do ano ficou por conta de um estudo realizado pela Fundação para mudança nas regras dos programas de financiamento e empréstimos oferecidos pela FAPES. As propostas, aprovadas pelo Conselho Deliberativo, surgiram a partir de pesquisa realizada com os participantes e a comparação com as linhas de crédito disponíveis no mercado para esse segmento. As iniciativas serão implementadas ao longo de 2018 e incluem alterações nos prazos máximos de concessão e ajustes de cálculo de margem consignável, em função do e-Social. Além disso, os participantes contarão com um simulador de empréstimos no Portal. O objetivo é que, além de verificar as condições das linhas de empréstimos e financiamentos, o participante também possa fazer a contratação, pelo site da Fundação, do Empréstimo Pessoal.

ALM (Asset Liability Management) – Considerando a importância da alocação estratégica para um investidor de longo prazo, a FAPES passou, em 2017, a desenvolver internamente seu modelo de alocação de ativos, atividade que, até então, era desenvolvida por terceiros. O modelo ALM avalia o comportamento esperado das classes de ativos com base em um modelo de ALM e os compromissos atuariais no longo prazo, de forma a construir um portfólio otimizado (Carteira de Referência) que serve como referência de longo prazo para os investimentos da Fundação.

Esse trabalho culminou, em dezembro, na aprovação pelo Conselho Deliberativo da Carteira de Referência que vigerá a partir deste ano, e que consta da Política de Investimentos da FAPES de 2018. A aprovação do Conselho Deliberativo baseou-se no material técnico preparado pela equipe de investimentos da Fundação e na opinião de um especialista independente especificamente contratado para opinar sobre a robustez e a consistência do modelo construído para alocar os ativos da FAPES no longo prazo.

A internalização do ALM faz parte de um conjunto de iniciativas atualmente em implementação com vistas a fortalecer o processo de gestão dos investimentos dos recursos garantidores do PBB.

 

GESTÃO DO RELACIONAMENTO

A gestão do relacionamento com participantes e beneficiários é estratégica para a FAPES. Para permitir um contato cada vez mais efetivo entre os públicos e a entidade, são disponibilizados vários canais de atendimento e de comunicação. Por meio deles, é possível esclarecer dúvidas e solucionar questões relacionadas aos serviços prestados pela Fundação.

Em 2017, foram realizados 117.448 atendimentos nos diversos canais disponibilizados. Desse total, pouco mais da metade foram feitos de forma presencial e quase 30% corresponderam a atendimentos telefônicos.

Atendimento por temas

Ao longo de 2017, aproximadamente 81% dos atendimentos realizados pela FAPES trataram de temas relacionados à gestão do Plano de Assistência e Saúde – PAS, entre os quais destacamos: autorizações médicas e odontológicas, reembolsos de despesas assistenciais, manutenção de dependentes e faturamento de credenciados ao Plano de Saúde.

CENTRAL DE ATENDIMENTO

Visando proporcionar mais conforto e agilidade, em maio a Fundação passou a oferecer aos participantes e aos beneficiários a oportunidade de agendar o atendimento para tratar de temas específicos relacionados ao Plano de Saúde, à Previdência e aos Empréstimos/Financiamentos.

Ainda com o objetivo de facilitar a busca por informações, o atendimento via telefone teve seu início antecipado em uma hora, passando a funcionar, desde março de 2017, das 9h às 17h.

Em janeiro, o posto avançado da Central de Atendimento da FAPES no Edifício Ventura encerrou suas atividades.

Em razão da transferência da maioria dos empregados do BNDES, então lotados naquele Edifício, para o EDSERJ, o número de atendimentos do Posto Avançado foi consideravelmente reduzido, o que motivou o encerramento de suas atividades. Desde então, os empregados da Fundação que lá trabalhavam foram transferidos para o EDSERJ, otimizando os atendimentos prestados pela Central.

Em 2017, foram recebidas e resolvidas pela Ouvidoria 162 demandas. A exemplo do que acontece na Central de Atendimento, o assunto mais demandado foi o Plano de Assistência e Saúde - PAS, que correspondeu a quase 70% dos contatos.

COMUNICAÇÃO

Em 2017, com o objetivo de fortalecer a transparência e manter um contato próximo com seus públicos, a Fundação realizou encontros com participantes para apresentar e esclarecer dúvidas sobre assuntos relacionados à gestão do Plano Básico de Benefícios.

Além de se comunicar regularmente por meio dos seus diversos canais de comunicação, a FAPES também fez divulgações especiais, com a produção de folhetos, cartilhas, vídeos explicativos e tutoriais para reforçar os conteúdos publicados nos seus veículos.

Ainda no sentido de se aproximar de seus diversos públicos, em 2017 os dependentes do Plano de Assistência e Saúde passaram a ter acesso a uma área exclusiva, com informações que possibilitam mais independência para os familiares acompanharem a utilização do plano.

Outras ações no canal digital mereceram destaque no último ano: o lançamento da nova ferramenta de solicitação de autorização médica e a realização de uma pesquisa eletrônica para conhecer a opinião dos participantes sobre o programa de empréstimos e financiamentos oferecidos pela Fundação.

Estas e outras ações mostram o compromisso da FAPES de assegurar que seus participantes e beneficiários recebam informações de forma clara e tempestiva.

 

GESTÃO DA SAÚDE

INVESTIMENTO EM SAÚDE E BEM-ESTAR

Uma das missões da FAPES é contribuir com a saúde de empregados e aposentados do Sistema BNDES e da Fundação, bem como a de seus dependentes.

Para isso, a Fundação administra o Plano de Assistência e Saúde – PAS, por meio da adequada gestão dos recursos e da criação de serviços diferenciados. Também mantém os ambulatórios médicos no Edserj e no Ventura, onde são realizadas atividades de saúde ocupacional e promovidas ações de prevenção e combate a enfermidades.

PLANO DE ASSISTÊNCIA E SAÚDE

Em 2017, foram colocadas em prática uma série de iniciativas para melhorar e ampliar os serviços de saúde oferecidos aos beneficiários e dependentes do PAS.

Ampliação da rede de urgências - A FAPES é reconhecidamente uma das melhores operadoras de planos de saúde de autogestão do país. Isso se deve, em grande parte, a uma eficiente rede credenciada. Nesse sentido, foram credenciados novos profissionais e clínicas que oferecem atendimento de urgência pediátrica e odontológica, e também profissionais especializados em arritmologia para prestação de serviço cardiológico

Melhoria dos serviços e rede credenciada – Para ampliar e manter sua rede com profissionais e serviços de excelência, a FAPES também atualizou, em 2017, as regras para credenciamento de profissionais médicos e de odontologia. As normas, que se baseiam em critérios técnicos definidos pela ANS, foram aperfeiçoadas para garantir que a cobertura da rede seja suficiente, além de dar ainda mais eficiência aos serviços oferecidos. Esse processo é totalmente transparente e conta com a divulgação no Portal da FAPES para informação e acesso dos beneficiários.

Parceria BEM e CTIcor – Outra iniciativa que resultou em melhorias para os beneficiários foi a criação de uma parceria entre as empresas BEM Emergências Médicas e a CTICOR. A junção das melhores práticas de serviço supre as demandas de atendimento de emergência e remoção no Rio de Janeiro. Com isso, a FAPES passou a contar com mais eficiência no atendimento de emergências e remoção ambulatorial.

Prêmio de Qualificação IDDS - Pelo quinto ano consecutivo, a FAPES foi considerada uma das operadoras que oferecem os melhores serviços de plano de saúde do Brasil. Em 2017, a Fundação se manteve na faixa máxima do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), que faz parte do Programa de Qualificação da Saúde Suplementar, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A Fundação obteve nota de 0,9158, em um máximo de 1,00. Calculada a partir de indicadores definidos pela ANS, a avaliação do IDSS é dividida em quatro dimensões: Garantia de Acesso; Gestão de Processos e Regulação; Qualidade em Atenção à Saúde; e Sustentabilidade no Mercado. Do total de 22 indicadores avaliados, a FAPES recebeu nota máxima em 16.

Área exclusiva para dependentes no Portal – Em março, a Fundação inaugurou uma nova área no Portal FAPES, exclusiva para os dependentes do PAS. A iniciativa aumenta a transparência da gestão do plano, permitindo que, por meio de login e senha, todos os beneficiários da Fundação, titulares e dependentes, possam acompanhar mais facilmente a utilização dos serviços do Plano de Saúde.

Melhorias no Serviço de Autorizador do Portal – Simplificar os processos diários para tornar o acesso no Portal mais ágil e eficiente também é um dos objetivos da FAPES, em todos os seus departamentos. Entre as iniciativas realizadas nesse sentido, a ferramenta de Solicitação de Autorização Médica para os beneficiários do PAS foi modernizada com um novo visual e maior facilidade de utilização, como a simplificação da etapa de anexar pedidos médicos.

Ampliação do Programa Amparar Cuidados Domiciliares - Criado há três anos, o Programa foi ampliado em 2017 e, agora, atende a 182 pacientes. Equipes de especialistas acompanham, em domicílio, beneficiários com doenças crônicas com histórico de internação, oferecendo apoio caso haja necessidade de novas internações. Os resultados têm sido tão positivos que, mensalmente, cerca de 10% dos pacientes deixam de ser internados em unidades de alta complexidade em função dos cuidados domiciliares.

Resultados positivos do Amparar Cuidados na Internação – Em 2017, aumentou o número de visitas dos especialistas aos pacientes de alta complexidade internados. Nesse projeto, além das visitas no hospital, os especialistas ajudam pacientes e familiares na hora da transferência do hospital para casa. Há casos em que é necessário que o doente passe por um hospital de transição/reabilitação como o Placi, que, em 2017, recebeu 24 internações.

Identificação dos novos cartões - A identificação dos novos cartões foi concluída em 2017. Agora, todos os beneficiários possuem cartões adequados às normas da ANS.

Recadastramento – Em um universo de mais de 11 mil beneficiários, cerca de 6 mil são dependentes do PAS. Em 2017, aproximadamente 95% deles realizaram o recadastramento da FAPES, que é fundamental para que a Fundação possa planejar a gestão dos benefícios e serviços.

SAÚDE OCUPACIONAL

Empregados da FAPES e do Sistema BNDES contaram, em 2017, com uma série de iniciativas para promover a qualidade de vida e, sobretudo, a prevenção de doenças. Os dados, bastante positivos, mostram excelente adesão em todos os programas e serviços oferecidos.

Check up anual – Com 99,8% do público estimado atendido, o Check up anual 2017 abordou o tema ‘Cuidando da sua coluna’. Com o objetivo de identificar casos de dor/desconforto nas costas de início recente, as pessoas preencheram um questionário relacionado à Ergonomia. Desse modo, os participantes foram classificados quanto ao risco de evolução para dor crônica. Foram respondidos 2.835 questionários, o que corresponde a 91% da população-alvo. Desse total, apenas 64 empregados (2%) foram considerados com alto risco e 183 (6%) com médio risco de desenvolver dor lombar crônica. A literatura médica mostra que, normalmente, são identificados entre 20% e 30% de casos de risco.

A FAPES, ciente dos benefícios da prevenção, ofereceu orientação por meio da Cartilha de Ergonomia, recomendou acompanhamento de ortopedistas para as pessoas classificadas pelo questionário nas categorias de alto e médio riscos e indicou para a área de Sesmt/Engenharia de Segurança necessidades de ajustes em alguns postos de trabalho.

Programa ASSISTIR - Em 2017, 105 empregados afastados por mais de 15 dias foram acompanhados pelo Programa Assistir. Criado em 2010, o programa busca dar a assistência necessária para que os empregados licenciados retornem com saúde e bem-estar ao trabalho. Os empregados recebem acompanhamento regular da equipe técnica do Departamento Médico da FAPES, composta por médicos e assistentes sociais, desde o afastamento até a volta à rotina.

Programa EXAMINA – Desde o ano 2000, o Examina busca prevenir e controlar as doenças e os riscos cardiovasculares e metabólicos dos empregados, assistidos e dependentes da FAPES e do BNDES. O objetivo é detectar precocemente os fatores de risco e, quando necessário, tratar os sintomas. Até o fim de 2017, 285 pacientes encontravam-se em tratamento regular, sendo 237 ativos e 48 assistidos e dependentes.

Para comemorar os 17 anos do lançamento da iniciativa, que inicialmente tinha o nome de Programa de Prevenção e Tratamento de Obesidade Mórbida (PPTO), foi realizado, em 13 de dezembro, o Encontro Examina 2017, que contou com a participação de 30 pessoas.

Espaço DELEITE - Em 2017, o espaço foi utilizado 1.141 vezes por 28 mães que retornaram da licença-maternidade e puderam continuar amamentando seus bebês. Estas mulheres também contribuíram com o Banco de Leite Humano (BLH) do Instituto Figueira Fernandes, da Fiocruz, doando 105 frascos de leite humano.

Desde a sua inauguração, o Espaço Deleite já foi utilizado por 259 nutrizes - a taxa de adesão é de 63% das mães que retornam ao trabalho após a licença-maternidade.

Programa de Atualização Vacinal - Desde 2010, é avaliado o estado vacinal dos empregados do sistema BNDES e da FAPES e atualizada a sua proteção com base nos calendários de vacinação da SBIm - Sociedade Brasileira de Imunizações.

Desde a sua criação até dezembro de 2017, o Programa de Atualização Vacinal aplicou 15.991 doses de diversas vacinas no ambulatório do Edserj. No fim do ano passado, 62% do corpo funcional estavam com o calendário vacinal totalmente atualizado conforme recomendação da SBIm.

Combate à gripe -A vacinação contra a gripe foi disponibilizada para todos os beneficiários ativos, assistidos, pensionistas e dependentes do Plano de Assistência e Saúde (PAS) a partir dos 6 meses de idade. Foram aplicadas 5.405 doses da vacina nos beneficiários do Rio de Janeiro e das representações DENOR, DESUL e DEREG.

Assim, foi obtida a cobertura vacinal de 62% da população de ativos. Essa cobertura está abaixo do ideal para geração de imunidade coletiva (o ideal é mais de 80%), mas acima da média histórica (54%).

Como ação de prevenção à hipertensão arterial, junto com a campanha de combate à gripe foi realizada a aferição da pressão arterial de 500 pessoas.

Saúde Mental na II Semana da Saúde - A FAPES promoveu a II Semana da Saúde entre os dias 27 de novembro e 1º de dezembro, em paralelo com a XXIX Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) do BNDES.

O tema foi a ‘Saúde Mental’ para motivar a reflexão sobre o assunto no ambiente de trabalho. Além de palestras com especialistas, o Ambulatório Médico manteve um estande no local para dar orientações de saúde aos participantes. Foram realizados 244 atendimentos de medição da circunferência abdominal e cervical, da glicemia capilar e da pressão arterial, além do cálculo do risco cardiovascular.

Ambulatórios da FAPES - Em 2017, foram realizados 68.347 atendimentos médicos assistenciais, ocupacionais, de urgência, de enfermagem, sociais e procedimentos ambulatoriais, representando uma média de 23 atendimentos por empregado ativo no ano.

Desde que o Departamento Médico foi criado, em 2009, houve um aumento de 78,47% no número absoluto de atendimentos, e de 85,77% da relação no de atendimentos por empregado ativo do Sistema BNDES e da FAPES.

 

GESTÃO DE DESPESAS

DESPESAS ADMINISTRATIVAS

A FAPES tem despesas administrativas relacionadas às atividades assistencial e previdencial, cada qual com fontes de custeio específicas. As fontes dos recursos destinados à cobertura das despesas administrativas previdenciais e de investimentos são compostas por:

  1. Contribuições de participantes, assistidos e patrocinadores (10% da receita previdencial);
  2. Parcela administrativa dos contratos com patrocinadores (10% da prestação paga);
  3. Resultado dos investimentos do PBB, limitado ao valor das despesas de administração dos investimentos;
  4. Resultado positivo da aplicação dos recursos financeiros do PGA.

A Resolução CGPC 29/2009 definiu critérios para a transferência de recursos dos planos de benefícios para o plano de gestão administrativa das Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Com base nesse Normativo, o limite definido para a FAPES no ano de 2017 foi de 1% dos recursos garantidores do exercício corrente, que corresponde a R$ 106,9 milhões, tendo a FAPES despendido R$ 99,8 milhões. Vale mencionar que as despesas administrativas são realizadas atendendo a normas e critérios estabelecidos pelo órgão regulador e pelo órgão fiscalizador, que recebem essas informações mensalmente.

Ao final de 2017, a FAPES contava com 99 profissionais alocados à gestão da Previdência – custeados, portanto, com recursos dos participantes e dos patrocinadores – e 120 vinculados às atividades relacionadas ao Convênio dos empregadores com o INSS, ao Plano de Saúde e à Medicina Ocupacional, integralmente custeados pelos empregadores (empresas do sistema BNDES e FAPES), totalizando 219 profissionais.

Vale ressaltar que o plano de saúde e a medicina ocupacional, além do Convênio com o INSS, possuem natureza não contributiva e, portanto, as despesas administrativas relativas à gestão e à administração dessas atividades não geram ônus financeiro aos participantes e beneficiários.

As despesas de operação do Plano Básico de Benefícios totalizaram R$ 99,8 milhões, representando um decréscimo de 8,3% em relação a 2016, conforme demonstrado no quadro da página seguinte.

Em 2017, a despesa referente ao Termo de Assunção de Obrigação Financeira2, reconhecido pela patrocinadora FAPES em junho de 2013 junto ao Plano Básico de Benefícios, foi de R$ 10,7 milhões (R$ 13,6 milhões em 2016). Essa despesa foi registrada na rubrica Pessoal Próprio da gestão Previdencial.

2 Esse Termo de Assunção de Obrigação Financeira diz respeito à dívida identificada da patrocinadora FAPES para com o Plano Básico de Benefícios, no âmbito dos estudos desenvolvidos pela Fundação, que foi equacionada em junho de 2013. Esses mesmos estudos também identificaram dívida dos patrocinadores BNDES, BNDESPAR e FINAME, dívidas essas reconhecidas por esses patrocinadores em dezembro de 2013 e de 2014 na sua quase totalidade e que ainda dependem de formalização.

Entre as despesas administrativas, a principal variação ocorreu na rubrica de Pessoal e Encargos em função de desligamentos de empregados ocorridos durante o ano.

DESPESAS DE ADMINISTRAÇÃO DOS RECURSOS

A análise das despesas de Administração dos Recursos só é possível observando dados contábeis e extracontábeis. As informações contábeis se referem às despesas internas da FAPES, como Pessoal e Encargos, Serviços de Terceiros etc., sendo denominadas neste relatório como Despesas Administrativas dos Investimentos. As despesas referentes à taxa paga aos administradores externos dos fundos de investimento são abatidas das cotas dos fundos e, portanto, ficam registradas nas demonstrações contábeis próprias desses fundos, não estando explícitas na contabilidade da FAPES. Contudo, essas despesas são acompanhadas e estão demonstradas a seguir, juntamente com as demais. Neste relatório, elas são denominadas Despesas Embutidas nos Fundos de Investimento.

A FAPES, no encerramento de 2017, tinha 88,9% dos recursos garantidores totais dos planos administrados (PBB e PGA) investidos por meio de fundos de investimentos, sendo 78,9% em fundos de gestão própria e 10% de gestão terceirizada.

As Despesas com a Administração dos Recursos foram equivalentes a 0,65% dos recursos garantidores totais da FAPES (0,86% em 2016).

As Despesas Administrativas dos Investimentos apresentaram um decréscimo de 21% em relação a 2016 devido aos desligamentos ocorridos em 2017.

As Despesas Embutidas nos Fundos de Investimento são constituídas, principalmente, por Taxa de Administração, Corretagem e Taxa de Performance para os fundos de gestão externa. Em 2017, as Despesas Embutidas nos Fundos de Investimentos da FAPES foram equivalentes a 0,16% dos recursos garantidores totais da Fundação (0,18% em 2016). Os valores apurados abrangem as despesas dos fundos de gestão interna, externa e estruturados, e podem ser visualizadas no quadro a seguir:

Em 2017, as despesas embutidas nos fundos apresentaram redução de 3,7% em relação a 2016, o que é explicado, principalmente, pela redução das despesas com taxas de performance e corretagem.

2 Esse Termo de Assunção de Obrigação Financeira diz respeito à dívida identificada da patrocinadora FAPES para com o Plano Básico de Benefícios, no âmbito dos estudos desenvolvidos pela Fundação, que foi equacionada em junho de 2013. Esses mesmos estudos também identificaram dívida dos patrocinadores BNDES, BNDESPAR e FINAME, dívidas essas reconhecidas por esses patrocinadores em dezembro de 2013 e de 2014 na sua quase totalidade e que ainda dependem de formalização.

 

COMPOSIÇÃO FAPES EM 2017

FUNDAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA SOCIAL DO BNDES – FAPES

PATROCINADORES

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES
BNDES Participações S.A. – BNDESPAR
Agência Especial de Financiamento Industrial – FINAME
Fundação de Assistência de Previdência Social do BNDES – FAPES

DIRETORIA-EXECUTIVA

Solange Paiva Vieira (Diretora-Superintendente)
Bruno Macedo Dias (Diretor de Seguridade)
Victor Guilherme Tito (Diretor de Investimentos)

ADMINISTRADOR RESPONSÁVEL

Victor Guilherme Tito - Diretor de Investimentos
CPF: 044.878.356-82

ADMINISTRADOR FIDUCIÁRIO

Intrag DTVM

CUSTODIANTE

Itaú-Unibanco S.A.

CONSELHO DELIBERATIVO

Carlos Renato Pereira Cotovio (Presidente)
André Gustavo Salcedo Teixeira Mendes
Carlos Eduardo Azen Alves
Jorge Cláudio Cavalcante de Oliveira Lima
Luiz Raul Delgado de Andrade
Sebastião Bergamini Junior

CONSELHO FISCAL

Ricardo Massao Matsushima (Presidente)
Paulo Henrique Barbosa Pegas
Luís Inácio Senos Dantas
Paulo Rebouças Monteiro Filho

AO LONGO DE 2017, OCORRERAM OS TÉRMINOS DE MANDATOS A SEGUIR:

Ruy Siqueira Gomes ocupou o cargo de Diretor de Seguridade até 04.12.2017.
Andréa Azevedo Simões ocupou o cargo de Diretora de Administração e Controles até 21.11.2017.
Henrique Rogério Ferreira da Silva ocupou o cargo de Diretor-Superintendente até 26.10.2017.
Bruno Macedo Dias ocupou o cargo de Conselheiro Deliberativo até 06.11.2017.
Solange Paiva Vieira ocupou o cargo de Conselheira Deliberativa até 26.10.2017.
Pablo Valente de Souza ocupou o cargo de Conselheiro Deliberativo até 24.02.2017.
Antonio Miguel Fernandes e Ivan Fagundes Alves Junior ocuparam o cargo de Conselheiro Fiscal até 30.05.2017.
Patrícia Barros Ramos ocupou o cargo de Conselheira Fiscal até 04.05.2017.

 

GLOSSÁRIO

Com o propósito de facilitar a compreensão deste Relatório, foram definidos os seguintes termos:

ALM
Sigla em inglês de Asset Liability Management. É definido como o gerenciamento conjunto de ativos e passivos de uma instituição ou, mais especificamente, o processo de formulação, implementação, monitoramento e revisão de estratégia relacionada aos ativos e passivos, na tentativa de alcançar os objetivos financeiros a partir de diferentes níveis de riscos e retornos.

BENCHMARK
Expressão em inglês que significa ponto de referência ou unidades padrão. É utilizado para que se estabeleçam parâmetros entre produtos, serviços, títulos, taxas, entre outros, com o intuito de saber se eles se encontram acima ou abaixo do que serve como referência.

BIOMÉTRICAS
Relativo à idade e à sobrevivência.

DESTINATÁRIOS
São destinatários do Plano Básico de Benefícios os participantes (ativos, assistidos, autopatrocinados e vinculados), os dependentes e os beneficiários assistidos.

IBOVESPA
Índice da Bolsa de Valores de São Paulo que mede o desempenho médio das cotações dos ativos de maior negociabilidade e representatividade do mercado de ações brasileiro.

INSTITUTOS
São direitos do participante que não esteja em gozo de benefício e que teve perda em seu salário-de-participação, respeitadas as condições regulamentares.

IPCA
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Registra a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendimentos de 1 (um) a 40 (quarenta) salários-mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos. O IPCA é considerado o índice oficial de inflação do país.

LONG AND SHORT
A estratégia de Long and Short (Comprado e Vendido) consiste em uma operação casada (simultânea), na qual um investidor mantém uma posição vendida em uma ação e comprada em outra, no intuito de obter o residual da operação quando liquidá-la. No Long and Short neutro, o gestor investe em pares de ativos com a mesma posição financeira no comprado e no vendido. Já no direcional, os valores aportados nas operações de compra e venda são diferentes, implicando uma tomada de direcionamento por parte do gestor.

LONG-BIASED
A estratégia Long-Biased consiste em operações de compra de ações (Long) com parte preponderante de seu patrimônio, podendo, eventualmente, assumir posições vendidas (Short) e ganhar também com a queda da bolsa.

META ATUARIAL
Valor mínimo esperado para o retorno de investimentos dos recursos garantidores do Plano de Benefícios, geralmente fixado como sendo a taxa de juros adotada na avaliação atuarial em conjunto com o índice do plano que, no caso da FAPES, é o percentual de reajuste salarial. Como não há forma de prever tal taxa, ela é estimada como a inflação medida pelo INPC.

NTN-B
É a sigla das Notas do Tesouro Nacional – Série B, título público federal com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra.

PASSIVO ATUARIAL
Formado pelas Provisões Matemáticas e pelo Fundo Prevdencial, é o valor necessário ao cumprimento dos compromissos futuros do Plano de Benefícios da FAPES para com seus participantes.

PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA-PGA
Tem a finalidade de registrar as atividades referentes à gestão administrativa das Entidades Fechadas de Previdência Complementar com intuito de proporcionar maior transparência para as receitas e despesas do sistema previdenciário. Os recursos do PGA são utilizados para a cobertura das despesas administrativas dos fundos de pensão na administração dos planos de benefícios.

PRIVATE EQUITY
Termo em inglês que denomina uma forma de financiamento, alternativa utilizada por empresas que visam garantir o desenvolvimento e a expansão das suas atividades. As empresas-alvo deste investimento temporário, em geral, apresentam taxas significativas de crescimento e nível de risco médio ou baixo.

PROVISÕES MATEMÁTICAS
Representam a expressão monetária dos compromissos líquidos assegurados pelo plano de benefícios aos seus participantes e beneficiários ao longo do tempo, em determinado momento.

RECURSOS DOS PLANOS
Os recursos dos planos administrados pela FAPES são formados pelos ativos disponíveis e de investimentos, deduzidos de suas correspondentes exigibilidades, não computados os valores referentes a dívidas contratadas com os patrocinadores.

SELIC
Sigla para o Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, que é o depositário central dos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central do Brasil e, nessa condição processa, relativamente a estes títulos, a emissão, o resgate, o pagamento dos juros e a custódia.

TÁBUAS BIOMÉTRICAS
São observações consolidadas de comportamento de determinada massa estudada ao longo do tempo quanto às probabilidades de sobrevivência/mortalidade, morbidez ou invalidez. Para a sua aplicação em determinada população, deve ser observada a sua adequação, verificada por meio de testes estatísticos de aderência.

TÍTULOS MANTIDOS ATÉ O VENCIMENTO
A categoria de títulos mantidos até o vencimento registra os títulos e valores mobiliários, exceto ações não resgatáveis, para os quais haja intenção e capacidade financeira da entidade fechada de previdência complementar de mantê-los em carteira até o vencimento.

TÍTULOS PARA NEGOCIAÇÃO
A categoria de títulos para negociação registra os títulos e valores mobiliários adquiridos com o propósito de serem negociados, independentemente do prazo a decorrer da data da aquisição.

VINCULADOS
São os participantes, desligados do patrocinador, que optaram pelo benefício proporcional diferido, e que não estejam em gozo de benefício. Os participantes vinculados podem optar pela cobertura de benefícios de risco.

VINCULADOS COM RISCO
São os participantes vinculados que optaram pela cobertura de invalidez e morte, em conformidade com o Regulamento do Plano Básico de Benefícios.

VINCULADOS SEM RISCO
São os participantes vinculados que não optaram pela cobertura de invalidez e morte, em conformidade com o Regulamento do Plano Básico de Benefícios.

AV. REPÚBLICA DO CHILE, 230, 8º ANDAR, CENTRO - RIO DE JANEIRO
RJ - CEP 20031-070 - WWW.FAPES.COM.BR
AV. REPÚBLICA DO CHILE, 230, 8º ANDAR, CENTRO - RIO DE JANEIRO
RJ - CEP 20031-070 - WWW.FAPES.COM.BR
Parte integrante do Relatório de Atividades 2017